Geraldo Lins

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DIAS HORAS MIN SEG
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Maracatu

Maracatu já chegou
Vou me arrumar todinho pra dançar maracatu iê
Maracatu já chegou
Vou me arrumar todinho pra dançar maracatu

Baque virado e no mercado o reinado é da cor
E Pernambuco é o nome da nação de tanto amor

Domingo eu vou
Ouvir o tambor
A caixa de guerra
Sentir o Calor
Olinda me espera
Com Certeza eu chego aí

 

 
Letra

1. Maracatu
Geraldinho Lins  

Amor do Sertão

Amor do sertão aconteceu comigo
Lá pras bandas da Bahia cheirei a menina
Nos teus olhos se via meu futuro, minha sina
Meu pranto rolava como a água das cascatas
Daí a pouco a viola choraria
Toda dor que no meu peito confrangia

E saudade da cabocla que saiu em retirada
Igualzinho aos passarinhos que saíram em revoada
Deixando no sertão uma alma abandonada

Mas deixe está ingratidão
Ao cantar da patativa outro sol já vai nascer
Vou tirar de minha mente,
Vou cantar outro repente, vou tentar te esquecer

A solidão bateu, asa branca foi simbora
Mandacaru secou, está chegando a minha hora
Minha vida agora é noite, já não vejo mais a aurora

Tudo por causa da cabocla que nasceu lá no sertão
Tomando minha vida, também meu coração
Me prometendo muito amor, mas me trocou por outro João

 
Letra

2. Amor do Sertão
Geraldinho Lins e Luciano Barros  

Que bom que era

Que bom que era e sempre será constante
Buscar o teu olhar num breve amanhecer
Escute o canto de um certo viajante
Que neste instante sente falta de você

Os sentimentos desenvolvem pensamentos
Alinhamento de um ser com outro ser
Interagindo com teus olhos diamantes
O quanto antes eu puder quero te ter

Fazemos parte de um corpo que habita
A face ampla e desejada do amor
É importante que sejamos todos livres
Para sentir verdade, alegria e dor

A congruência de nossa sinceridade
É a real vontade de te abraçar
E é buscando fazer jus a tudo isso
Que eu faço o que for preciso
Pra poder te reencontrar

 
Letra

3. Que Bom Que Era
Geraldinho Lins  

Poeta Cantador

Canto um repente diferente
Pra falar que nossa gente
Quer viver dignamente
Quer a viola tocar

Puxa um fole na sanfona
Cheira a nega no cangote
Vou cantar lá pelo norte
Poesia nordestina
Divulgada na Argentina, Bariloche e Cuiabá

Viro a noite pelo avesso
Sou Poeta Cantador
Morena reconheço
Com seu jeito tentador
Você me mata de amor

Caatinga seca, o açude tá secando
E a vida vai mudando
Novamente devagar
Religião e a crença popular
Reza para Padim Ciço
Não deixa tudo acabar

Tem Lampião o terro da região
Cabra macho desbravador
Da entranhas do sertão
Tem casamento na noite de São João
A fogueira tá acesa
Tem forró a noite inteira
É Maria com João

 
Letra

4. Poeta Cantador
Geraldinho Lins  

DANOU-SE UM CORAÇÃO

Fiz este xote pra lhe dizer

To com saudade, goste de você

Um nó no peito aperta o coração

Que saudade doida lá do meu sertão

 

Se eu rezava pra acalmar minha agonia

E essa reza acabava em cantoria

Atravessando os confins do pensamento

Pedia a Deus para chegar logo o  momento

De te encontrar com um sorriso de alegria

Quando eu voltasse lá pras bandas da Bahia

 

A ingratidão eu esqueci por essa Estrada

A solidão foi companheira inseparada

Tu tavas longe e a saudade me doía

Valei-me Deus, nunca esqueci aquele dia

 

Eita danou-se, danou-se um coração

Coração tá magoado, coração tá passarinho

Coração tá avoado

Procurando o seu ninho

 
Letra

5. Danou-Se Coração
Geraldinho Lins, Luciano Barros e Adriano Barros  

FLOR DO CAPIBARIBE

Meu maracatu tem o tom do céu azul

Azul é o mar daqui e daqui é a minha flor

 

Que desabrochou na beira do Capibaribe

Que rodopiou e caiu por cima de  mim

 

Estremeceu o chão  o batuque do coração

Fez o vento  soprar em qualquer direção

 

Quarando o sol, teus anéis baticundum

Vim cantando, vim dançando

Essa saudade tava quase me matando

Não foi a toa que eu dancei

Não foi a toa que eu cantei

Foi pra te mostrar

 
Letra

6. Flor Do Capibaribe
Geraldinho Lins e Luciano Barros  

PERNAMBUCANA LINDA

Eô eô na na na na na na na

 

Você vai gostar,

Você vai se apaixonar

No colorido desse sonho

Atmosfera perfumada,

Seu coração vai pipocar

A noite vira uma criança

Lua brilha, terra treme

Nos teu olhos vou ficar

 

Vou ficar e cantar carnaval

Nesse lindo alto astral

 

Essa mistura

Muito louca e muito quente

Na Avenida

Pernambucana Linda

Um beijo em tua boca

Eu quero voltar

E flutuar Boa Viagem – Olinda

Nas asas dessa rima te amar

 
Letra

7. Pernambucana Linda
Geraldinho Lins  

OH! CIRANDEIRO

Essa ciranda eu aprendi com Lia

Estória que atiça a voz do coração

O fumegante valor dessa paixão

Está claro na beleza dessa canção

 

Gingou pra lá, gingou pra cá

E a majestosa silhueta

Que fez a minha cabeça

Atuar nessa razão

Razão de um povo forte, quente e bonito

Faço fé e acredito no toque do cirandar

 

Oh cirandeiro

Oh cirandeiro ôôôôôô

Deixa essa onde me levar

 
Letra

8. Oh! Cirandeiro
Geraldinho Lins  

TAO LONGE TAO PERTO

O meu chapéu de couro,

Meu maracatu virado

Os meus sonhos de artista

Se encontram de repente,

Com sotaque misturado

Carioca com paulista

 

Essa esquina do destino

Fez nascer no coração

Um desejo muito forte

De juntar o sul e o norte

Juntar frevo, samba, xote,

Juntar roque com baião

 

As raízes diferentes

Outras terras, outros nomes

Mas os versos davam certo

A paixão mostrou pra gente

Que o que parecia longe

Na verdade era tão perto

 

Lá de baixo ou cá de cima

Emoção não tem fronteira

De repente a vida ensina

Que raiz, paixão e sina

Muito mais que nordestina

É uma rima brasileira

 

Juntou chopp com cachaça,

Shopping center com sertão

Molecada com coroa,

Juntou gente boa

Juntou os filhos da garoa

Com os filhos do sertão

 
Letra

9. Tão Longe Tão Perto
Geraldinho Lins, Naldo Marques e PC Bernardes  

CANTO A OLINDA

Vou comprar teus olhos

Com aquela lua

Vou mergulhar no embalo

Desse meu cantar

 

Eu vou pra lá, vou te levar

A concha vai reproduzindo

Os acordes do mar

De tempo em tempo

Vai crescendo a vontade

De te encontrar

 

Foi na ladeira

Foi na figura feminine de Olinda

Que eu encontrei você

Foi na Ribeira

Foi na figura coloridas das Olindas

Tava louco pra te ver

 

Esse retrato

Natural e multicar

Com uma textura

Sugerida pelo tempo

 

Essa leitura! De tua graça!

Entrelaçava teu cabelo

Em meio ao vento

E contemplava a beleza

Do teu rosto

Com saudade do momento

 
Letra

10. Canto A Olinda
Geraldinho Lins  

A mulher que vira Peixe

Tive contato com a mulher que vira peixe
Corpo em brasa fumegando
Acendeu meu carnaval
Panela quente feito rabo de foguete
Faiscando pelas ruas quase queima o pessoal

Mexe panela morena, catuca no azeite
Espalha muita pimenta, alho, pitada de sal
Bota mais lenha no fogo, acende esse povo
Que a vida tá com a mulesta, etc e tal

Ai mainha, que saudade de você
Daqueles tempos, da mangueira e dos quintais
Ai mainha, que vontade de te ver
Das cabeçadas, das marés e dos xiés

Mas eu falava da mulher que vira peixe
Do contato imediato que foi na rua do sol
Além de peixe, ela vira acarajé
Tapioca, arroz doce, munguzá e cabidela
Cabe tudo na panela
Guaiamum e milho assado,
Porco espinho afarofado,
Sururu, rabo de galo,
Cebolinha com quiabo,
Caranguejo ensopado,
Eita gota seu vigário tá na hora de partir
Nesse frevo embolado que eu fiz para o Brasil
E a mulher que vira peixe na panela
Vai ensinar pra filha dela pra fazer um especial
Uma sopinha de aruá para a galera
Aguardente pela guela é assim meu carnaval

 

 
Letra

11. A Mulher Que Vira Peixe
Gustavo Tiné  

Geraldinho Lins © (2014)          

 

 
 
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